Calculadora IBAN

Valide e gere números IBAN para transferências bancárias internacionais

Escolha a função

Validar IBAN

Digite o IBAN com ou sem espaços

Opções de validação

Resultados do IBAN

🏦

Insira os detalhes do IBAN

Valide um IBAN existente ou gere um novo

Como usar a calculadora IBAN

Valide e gere Números Internacionais de Conta Bancária

Validar IBAN

Verifique se um número IBAN existente é válido e formatado corretamente

Gerar IBAN

Crie um IBAN válido a partir do código do país, código do banco e número da conta

Formatar e copiar

Obtenha o IBAN formatado corretamente com espaços e copie para a área de transferência

Fontes e referências oficiais

Os padrões oficiais, diretrizes e pesquisas que sustentam a metodologia desta calculadora.

Perguntas Frequentes sobre a Calculadora de IBAN

Esta ferramenta pode gerar um IBAN válido a partir do meu número de conta?

Sim. Selecione seu país, insira o código do banco local e o número da conta, e a calculadora monta o IBAN com o comprimento, o formato e os dígitos de verificação corretos para esse país.

Para que servem os dois dígitos de verificação de um IBAN?

Os dígitos de verificação permitem que qualquer sistema confirme que o IBAN não foi digitado errado antes de enviar um pagamento. Eles são calculados com o algoritmo MOD 97 definido na norma ISO 13616.

Ele valida IBANs de outros países?

Sim. Cole qualquer IBAN e o validador decodifica o país, o código do banco e o número da conta, recalculando os dígitos de verificação para confirmar que o IBAN é estruturalmente válido.

Meu IBAN é o mesmo que meu número de conta?

Não. O IBAN envolve o seu número de conta existente (o BBAN) dentro de um envelope padronizado: um código de país de 2 letras, 2 dígitos de verificação e, em seguida, o BBAN. Seu número de conta continua lá dentro — o IBAN apenas o torna verificável por máquinas além das fronteiras.

Por que um IBAN gerado pode ser diferente do oficial do meu banco?

Os dígitos de verificação e o formato do país são determinísticos, mas alguns bancos alocam o BBAN (código de agência mais as partes da conta) com regras internas que uma calculadora não consegue inferir. Sempre trate o IBAN emitido pelo banco em seu extrato como a referência autoritativa para pagamentos.

Todos os países usam IBANs?

Não. O IBAN é padrão em toda a Europa, Oriente Médio e grande parte da África e da América Latina — mais de 80 países. Os Estados Unidos, Canadá, Austrália e China usam sistemas domésticos de roteamento (como números de roteamento ABA mais números de conta), portanto não existe IBAN para essas contas.

IBAN Explicado: Estrutura, Validação mod-97 e o Caso do Brasil

Como um IBAN é montado, como o dígito verificador mod-97 detecta erros de digitação e por que brasileiros precisam validar IBANs mesmo sem usar IBAN no Brasil.

A estrutura de um IBAN

IBAN significa International Bank Account Number (Número Internacional de Conta Bancária), definido pela norma ISO 13616. A estrutura tem três partes: duas letras do código do país (ex.: DE, GB, PT), dois dígitos de verificação e o BBAN — o número básico de conta bancária, que combina código do banco, agência e conta conforme a regra de cada país. O comprimento total varia por país: 15 caracteres na Noruega, 18 na Bélgica e nos Países Baixos, 22 na Alemanha e no Reino Unido, 25 em Portugal, 27 na França e na Itália e 31 em Malta.

Ao validar, a ferramenta executa três checagens: confere o comprimento contra a tabela do país, verifica o formato (duas letras, dois dígitos e demais caracteres alfanuméricos) e recalcula o dígito verificador pelo algoritmo mod-97. Ela também aceita o número com ou sem espaços e devolve o IBAN formatado em blocos de 4 caracteres, pronto para copiar.

Como funciona a validação mod-97

O algoritmo segue três passos: movem-se os quatro primeiros caracteres (país e dígitos de verificação) para o final do número; cada letra é convertida em número (A = 10, B = 11, ..., Z = 35); e calcula-se o resto da divisão desse número gigante por 97 — o IBAN é válido quando o resto é exatamente 1. Para não estourar o limite de precisão dos computadores, a divisão é processada dígito a dígito, e é assim que a calculadora implementa a verificação.

Na geração, o processo é invertido: monta-se o número com os dígitos de verificação provisórios 00, calcula-se o resto mod-97 e os dígitos definitivos valem 98 − resto, completados com zero à esquerda se necessário. O IBAN de exemplo GB29 NWBK 6016 1331 9268 19, exibido na própria ferramenta, passa na prova: rearranjado e convertido (N = 23, W = 32, B = 11, K = 20...), o resto da divisão por 97 é 1.

O gerador aplica a mesma aritmética de forma inversa. Ele monta o código de país, dois zeros provisórios e o BBAN, calcula 98 menos o resto mod-97 dessa sequência e escreve o resultado como os dígitos de verificação reais — a construção padrão que garante que o IBAN final passe na validação. Para contas do Reino Unido, o BBAN é formado pelo código de agência seguido do número da conta completado com zeros até oito dígitos.

Por que o Brasil não usa IBAN (e por que você ainda precisa validá-lo)

O Brasil não participa do sistema IBAN: as transferências nacionais usam TED/DOC entre bancos e, desde 2020, o Pix do Banco Central; já as transferências internacionais usam o código SWIFT/BIC junto com os dados da conta. Por isso o código BR não consta na lista de países desta ferramenta — e por isso mesmo o validador é útil: quem precisa conferir um IBAN quase sempre está lidando com contas europeias.

Os cenários mais comuns: pagar um fornecedor na Europa, receber de clientes internacionais em uma conta no exterior, enviar dinheiro a familiares em Portugal ou Espanha e conferir o IBAN de um contrato antes da primeira transferência. Um erro de digitação normalmente não faz o dinheiro desaparecer, mas a transferência é rejeitada ou devolvida dias depois, com taxas e atraso — validar antes custa segundos e evita o prejuízo.

  • França (FR), Itália (IT), Grécia (GR) e Mônaco (MC) usam IBANs de 27 caracteres.
  • Alemanha (DE), Reino Unido (GB) e Irlanda (IE) usam 22 caracteres.
  • Espanha (ES) e Suécia (SE) usam 24 caracteres; Países Baixos (NL) 18; Bélgica (BE) 16; Suíça (CH) 21.
  • Malta (MT) tem o IBAN mais longo, com 31 caracteres, e a Noruega (NO) o mais curto, com 15.

IBAN e transferências SEPA

A SEPA (Área Única de Pagamentos em Euros) reúne os países da União Europeia e vários outros países europeus em um mesmo esquema de pagamentos em euros — e a transferência SEPA exige o IBAN do beneficiário. Em países como Alemanha, França, Espanha e Países Baixos, o IBAN substituiu os antigos números de conta também nas operações domésticas; no Reino Unido, ele é usado sobretudo para receber transferências internacionais.

Uma ressalva importante: a validação mod-97 confirma que o IBAN está bem formado e sem erros de digitação, mas não garante que a conta existe ou que pertence à pessoa indicada — o nome do titular só o banco consegue confirmar. Para valores altos, confirme os dados do beneficiário diretamente com ele ou com o banco antes de enviar.

Uma ressalva sobre o gerador: ele constrói um IBAN estruturalmente correto a partir dos dados que você informa, completando o BBAN com o comprimento padrão do país escolhido, mas não consegue saber se essa conta realmente existe no banco. Use-o para formatar dados que você já possui, não para inventar números de conta.